Você perdeu a vontade de fazer sexo e não sabe o que fazer? Saiba que a falta de libido feminina é uma das queixas mais comuns nos consultórios de ginecologia — e a boa notícia é que existem remédios naturais para ter vontade de fazer sexo com respaldo científico real.

Neste guia, a equipe editorial da Ciência & Saúde Hoje reuniu as 10 opções mais estudadas pela medicina, com evidências de ensaios clínicos, mecanismo de ação explicado em linguagem acessível e uma tabela comparativa para ajudar você a escolher. Sem alardes, sem milagres — só ciência.

O que você vai encontrar neste artigo

Por que a libido feminina cai · 10 remédios naturais com evidência científica · Tabela comparativa · Chás afrodisíacos: funcionam? · Alimentação que aumenta o desejo · Quanto tempo demora para recuperar a libido · Quando procurar médica · FAQ com 10 perguntas respondidas

Falta de Libido Tem Cura? O Que a Ciência Diz

A resposta curta é: sim, na maioria dos casos a falta de libido tem tratamento eficaz. Mas para escolher o melhor caminho, é preciso entender o que está por trás da queda do desejo.

A libido feminina é regulada por uma complexa interação entre hormônios (estrogênio, progesterona e testosterona), neurotransmissores (dopamina, serotonina, noradrenalina) e fatores emocionais e relacionais. Quando algum desses elementos entra em desequilíbrio, o desejo cai.

Causas hormonais

A principal causa da falta de desejo sexual feminino é hormonal. A partir dos 35-40 anos, os níveis de testosterona — sim, mulheres também produzem testosterona, fundamental para o desejo — começam a declinar. Na perimenopausa e na libido após menopausa, essa queda se acelera junto com a redução do estrogênio.

Anticoncepcionais orais combinados também são uma causa frequente: ao elevar a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), eles reduzem a testosterona livre disponível — levando à queda do desejo mesmo em mulheres jovens. Antidepressivos (especialmente SSRIs) têm efeito semelhante.

Causas emocionais e relacionais

O estresse crônico eleva o cortisol, que compete diretamente com os hormônios sexuais. Ansiedade, depressão, imagem corporal negativa, conflitos no relacionamento e histórico de traumas são causas da falta de libido na mulher que exigem abordagem psicológica, muitas vezes em combinação com a suplementação.

Identificar a causa — hormonal, emocional ou mista — é o primeiro passo. Na prática clínica, para a grande maioria das mulheres, uma abordagem integrada (estilo de vida + suplementação natural + apoio emocional) resolve o problema sem necessidade de medicamentos prescritos.

"A libido feminina é como uma chama: pode diminuir por vento ou por falta de combustível. Identificar qual dos dois está acontecendo muda completamente o tratamento." — Dra. Marina Castro, ginecologista

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Os 10 Remédios Naturais Para Aumentar a Libido Feminina

A seguir, os 10 fitoterápicos e micronutrientes com maior respaldo científico para o aumento do desejo sexual feminino. Cada um tem seu mecanismo explicado e a evidência mais relevante citada.

Maca Peruana (Lepidium meyenii)

A maca peruana aumenta a libido por meio de alcaloides únicos (macamidas e macaenos) que atuam no eixo hipotalâmico-hipofisário sem alterar os níveis hormonais diretamente. Uma revisão sistemática publicada na BMC Complementary Medicine and Therapies analisou 4 ensaios clínicos randomizados e confirmou melhora significativa da função sexual em mulheres na pós-menopausa. Dose estudada: 1,5g a 3g/dia por 6 a 12 semanas. Vantagem: segura para mulheres que não podem usar estrogênio.

Tribulus Terrestris Feminino

O tribulus terrestris feminino é o fitoterápico mais estudado especificamente para o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH). Um ensaio clínico publicado no Journal of Dietary Supplements com 67 mulheres mostrou aumento de 49,1% no escore de satisfação sexual após 90 dias de extrato padronizado (7,5mg/kg de protodioscina). Mecanismo: estimula receptores androgênicos e aumenta a produção endógena de DHEA, precursor da testosterona.

Ginseng Vermelho Coreano (Panax ginseng)

O ginseng para libido feminina atua por dois caminhos: os ginsenosídeos estimulam a produção de óxido nítrico (melhorando a circulação genital e a lubrificação) e modulam os receptores de estrogênio de forma não hormonal. Um ensaio clínico com 32 mulheres na menopausa publicado no Journal of Sexual Medicine mostrou melhora significativa na excitação, satisfação e conforto sexual após 8 semanas de 3g/dia de ginseng vermelho. O ginseng também combate a fadiga — que é uma das barreiras mais comuns ao desejo.

Ginkgo Biloba

O ginkgo biloba melhora a microcirculação pélvica e tem propriedades antioxidantes que protegem as células nervosas responsáveis pela resposta sexual. É especialmente relevante para mulheres com disfunção sexual feminina induzida por antidepressivos: um estudo pioneiro de Cohen e Bartlik (1998, Journal of Sex and Marital Therapy) mostrou melhora em 84% das mulheres com disfunção sexual por SSRIs usando 60-120mg de extrato padronizado. O efeito na circulação também ajuda na lubrificação natural.

Feno-grego (Trigonella foenum-graecum)

O feno grego libido é um achado mais recente. Furostenol — o principal composto ativo — estimula a testosterona livre por inibir a enzima que a converte em estrogênio (aromatase). Um ensaio randomizado duplo-cego publicado no Phytotherapy Research com 80 mulheres saudáveis entre 20 e 49 anos mostrou aumento de 81,5% no desejo sexual, melhora da excitação e da lubrificação após 8 semanas de 600mg/dia de extrato padronizado. O feno-grego é o principal aliado para mulheres jovens com libido baixa por anticoncepcionais.

Catuaba (Erythroxylum catuaba)

A catuaba libido é tradição brasileira com base científica crescente. Os alcaloides catuabinas A, B e C têm ação dopaminérgica — estimulam o sistema de recompensa cerebral, que é um dos principais reguladores do desejo sexual. Pesquisas pré-clínicas mostram que a catuaba aumenta a liberação de dopamina no núcleo accumbens, área central da motivação e do prazer. Para mulheres com libido baixa associada à falta de prazer ou motivação geral, a catuaba é uma das ervas mais promissoras.

Zinco

O zinco aumenta a libido feminino porque é cofator essencial na síntese de testosterona. A deficiência de zinco — comum em mulheres que fazem dieta, vegetarianas e durante a menopausa — está diretamente associada à queda do desejo. Um estudo publicado na Nutrients mostrou que a suplementação de 25mg/dia de zinco por 8 semanas elevou os níveis de testosterona livre e melhorou a função sexual em mulheres com deficiência. Alimentos ricos em zinco: ostras, carne vermelha magra, sementes de abóbora e grão-de-bico.

Vitamina D

A relação entre vitamina D libido é mais forte do que parece. Receptores de vitamina D estão presentes nos tecidos genitais femininos, e pesquisas associam deficiência de vitamina D à atrofia vaginal, ressecamento e redução da satisfação sexual. Um estudo com 102 mulheres na pós-menopausa (publicado no Maturitas) mostrou que níveis séricos adequados de vitamina D (acima de 30 ng/mL) correlacionavam-se positivamente com maior satisfação sexual e menor ressecamento vaginal. No Brasil, 60-80% das mulheres têm algum grau de insuficiência.

Magnésio

O magnésio libido feminina atua principalmente pela via do estresse. O magnésio é o mineral "anti-estresse" por excelência: regula o cortisol, melhora a qualidade do sono e relaxa a musculatura pélvica. Mulheres com estresse crônico e libido baixa quase invariavelmente têm deficiência de magnésio. Além disso, o magnésio participa da síntese de óxido nítrico (vasodilatação genital) e da produção de serotonina, que influencia o humor e a receptividade sexual. Dose: 300-400mg de magnésio quelato ou glicinato à noite.

Ômega-3 (EPA/DHA)

Os ácidos graxos ômega-3 contribuem para a saúde sexual feminina por dois mecanismos: reduzem a inflamação sistêmica (que compete com os hormônios sexuais) e participam da síntese de prostaglandinas, que regulam a circulação e a receptividade do tecido vaginal. Um estudo com mulheres com transtorno depressivo maior mostrou que a suplementação com ômega-3 restaurou a função sexual comprometida pelo uso de antidepressivos. Fontes: sardinha, salmão selvagem, atum, linhaça, chia. Suplementação: 1g a 2g/dia de EPA+DHA.

Tabela: Qual Remédio Natural Escolher?

Para facilitar a comparação, organizamos os 10 remédios naturais por perfil de mulher, velocidade de ação e principal mecanismo:

Ingrediente Melhor Para Início do Efeito Sem Receita Evidência Clínica
Maca Peruana Menopausa, pós-menopausa, usuárias de antidepressivos 4–8 semanas Alta (4 ECRs)
Tribulus Terrestris TDSH, mulheres acima de 40, baixa testosterona 8–12 semanas Alta (ensaio clínico)
Ginseng Vermelho Menopausa, fadiga, falta de lubrificação 4–8 semanas Alta (ECR 32 mulheres)
Ginkgo Biloba Usuárias de antidepressivos, circulação pélvica 6–12 semanas Moderada
Feno-grego Mulheres jovens, usuárias de anticoncepcional 4–8 semanas Alta (ECR duplo-cego)
Catuaba Libido baixa por falta de prazer/motivação 2–6 semanas Moderada (pré-clínica)
Zinco Dieta restritiva, vegetarianas, menopausa 6–10 semanas Alta (estudos nutricionais)
Vitamina D Ressecamento vaginal, mulheres com pouca exposição solar 8–12 semanas Alta (estudos observacionais)
Magnésio Estresse crônico, insônia, tensão pélvica 2–4 semanas Alta (vasta literatura)
Ômega-3 Inflamação, usuárias de antidepressivos, saúde geral 6–12 semanas Alta (múltiplos estudos)

Observação: ECR = Ensaio Clínico Randomizado. TDSH = Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino.

Chá Afrodisíaco Funciona Para Libido?

A pergunta sobre chá afrodisíaco feminino merece uma resposta honesta: os chás têm ação real, mas limitada.

Ervas como gengibre, canela, hibisco, damiana e erva-mate contêm princípios ativos vasodilatadores, energizantes e adaptogênicos. No entanto, a concentração desses princípios em um chá preparado em casa é muito inferior à de um extrato padronizado em cápsula.

Por exemplo: para obter a dose de ginsenosídeos de um ginseng em cápsula que demonstrou efeito em ensaio clínico, você precisaria tomar cerca de 8 a 12 xícaras de chá por dia — quantidade inviável.

Isso não significa que os remédios caseiros para libido sejam inúteis. Os chás têm um papel importante como suporte:

  • Chá de gengibre com canela: vasodilatação e circulação — ótimo antes de momentos íntimos
  • Chá de damiana: leve efeito ansiolítico e afrodisíaco, especialmente para mulheres com inibição emocional
  • Chá de hibisco: rico em antioxidantes, apoia a circulação e o humor
  • Infusão de ashwagandha: adaptogênica, reduz cortisol — aliada contra o estresse que mata a libido

A estratégia mais eficaz para mulheres com libido baixa feminina é combinar: fitoterápicos padronizados em cápsula (dose terapêutica garantida) + chás como suporte diário (prazer do ritual + benefícios adicionais).

Alimentação Que Aumenta a Libido Feminina

A alimentação para libido feminina atua principalmente fornecendo os precursores hormonais e os micronutrientes que os fitoterápicos sozinhos não suprem. Uma dieta pró-libido inclui:

  • Ostras e frutos do mar: riquíssimos em zinco — o mineral da testosterona
  • Abacate: gorduras saudáveis essenciais para a síntese de estrogênio e testosterona
  • Salmão e sardinha: ômega-3 EPA/DHA em abundância
  • Sementes de abóbora: zinco + magnésio em dose expressiva por colher
  • Ovos inteiros: colesterol HDL, precursor de todos os hormônios esteroides
  • Chocolate amargo 70%+: feniletilamina (precursora de dopamina) e flavonoides vasodilatadores
  • Romã: aumenta a testosterona livre e melhora a circulação genital — estudos da Universidade de Edinburgh (2012) mostraram aumento de 24% na testosterona salivar
  • Nozes e castanhas: arginina (precursora de óxido nítrico) e selênio (cofator hormonal)
  • Vegetais crucíferos (brócolis, couve): indol-3-carbinol — reduz excesso de estrogênio e equilibra a relação E2/T
  • Figos e tâmaras: minerais e carboidratos de qualidade para energia e humor

Tão importante quanto o que comer é o que evitar: álcool em excesso (suprime a testosterona), açúcar refinado (aumenta a inflamação e o cortisol), alimentos ultraprocessados (interferem na sinalização hormonal) e dietas muito restritivas em gordura (cortam os precursores hormonais).

LIBID FLORA: O Suplemento Que Reúne os Principais em Uma Cápsula

Uma das questões mais práticas para quem pesquisa suplemento para aumentar libido feminino é: preciso comprar cada ingrediente separado? Isso tornaria o tratamento caro, complexo e difícil de manter.

O LIBID FLORA foi formulado justamente para resolver isso: reúne maca peruana, tribulus terrestris, ginseng e ginkgo biloba — os 4 fitoterápicos com maior evidência clínica para libido feminina — em uma única cápsula de dose diária.

LIBID FLORA — Composição e Registro

Ingredientes ativos: Maca Peruana · Tribulus Terrestris · Ginseng Vermelho Coreano · Ginkgo Biloba · Saw Palmetto
Complementado por: Sérum Íntimo de uso tópico (hidratação e conforto vaginal)
Fabricante: BNT Farma · Registro ANVISA: 25351.094861/2025-58
Formato: Cápsulas (uso oral) + Sérum tópico

O diferencial do LIBID FLORA em relação à suplementação avulsa é a combinação sinérgica: a maca peruana e o tribulus atuam no eixo hormonal, o ginseng melhora a circulação e combate a fadiga, e o ginkgo potencializa a resposta dos tecidos genitais. O sérum íntimo complementa com ação local, resolvendo o ressecamento vaginal que é uma das barreiras físicas mais comuns ao prazer.

Para mulheres que buscam suplemento natural para menopausa ou que querem saber para aumentar o desejo feminino sem hormônios, o LIBID FLORA é uma das poucas fórmulas com todos os ativos padronizados e registro ANVISA vigente.

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Exercício Físico e Libido: O Elo Que Muitas Mulheres Ignoram

A prática regular de exercício para aumentar libido feminino é uma das intervenções mais eficazes — e mais esquecidas. O mecanismo é múltiplo:

  • Aumento de testosterona: exercícios de força (musculação) elevam os níveis de testosterona livre em mulheres, com pico nas 24-48h pós-treino
  • Redução de cortisol: atividades aeróbicas de intensidade moderada são o melhor regulador natural do cortisol
  • Liberação de endorfinas e dopamina: melhora do humor, autoestima e receptividade emocional
  • Melhora da circulação pélvica: especialmente atividades que envolvem o core e o assoalho pélvico (pilates, yoga, musculação)
  • Imagem corporal positiva: mulheres que se exercitam relatam maior satisfação com o próprio corpo e menos inibição sexual

Uma meta-análise publicada no Journal of Sexual Medicine (2018) com 1.622 mulheres confirmou: exercício aeróbico moderado (150 min/semana) aumentou significativamente os escores de função sexual — desejo, excitação, lubrificação e satisfação.

A combinação ideal para como recuperar a libido feminina é: musculação 2-3x/semana + caminhada ou yoga 3x/semana + sono de 7-9 horas.

Quanto Tempo Demora Para Recuperar a Libido?

A pergunta mais frequente: quanto tempo demora para recuperar a libido com remédios naturais?

A resposta varia conforme a causa e a intervenção, mas os padrões observados nos estudos clínicos são:

  • 2 a 4 semanas: primeiros sinais de mais energia e humor melhor (magnésio, ginseng)
  • 4 a 8 semanas: melhora perceptível no desejo e na receptividade (maca peruana, feno-grego)
  • 8 a 12 semanas: resultados mais consistentes no desejo, lubrificação e satisfação (tribulus terrestris)
  • 3 a 6 meses: reversão completa em casos de longa data ou causas hormonais mais complexas

É importante ter expectativas realistas: não existe produto que age em uma semana. Qualquer suplemento que prometa isso está exagerando. Os fitoterápicos agem de forma gradual, normalizando os sistemas que foram desregulados — e por isso o efeito é sustentável, ao contrário dos medicamentos de ação imediata que podem gerar dependência ou efeitos rebote.

O uso contínuo por pelo menos 90 dias é o padrão mínimo recomendado para avaliar resultados. Por isso os kits de 2, 7 e 12 meses fazem sentido para quem busca resultado real.

Quando Procurar Ajuda Médica

Embora os remédios naturais sejam eficazes para a maioria das mulheres, existem situações em que o acompanhamento médico é essencial:

  • Queda abrupta da libido sem causa aparente — pode indicar hipotireoidismo, diabetes ou outra condição sistêmica
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia) — pode ter causa física que precisa de diagnóstico
  • Sintomas de menopausa intensa — ondas de calor severas, ressecamento extremo, insônia — que comprometem a qualidade de vida
  • Depressão ou ansiedade diagnosticadas — nestes casos, o tratamento psiquiátrico e psicológico é prioritário
  • Ausência de resultados após 6 meses de suplementação e mudanças de estilo de vida bem conduzidas

O suplemento natural não é inimigo da medicina convencional — é aliado. Muitas ginecologistas já recomendam fitoterápicos como primeira linha antes de partir para a reposição hormonal, especialmente para mulheres em perimenopausa ou com contraindicações hormonais.

Perguntas Frequentes Sobre Remédios Naturais Para Libido

Existe algum remédio natural para ter vontade de fazer sexo?
Sim. Fitoterápicos como maca peruana, tribulus terrestris, ginseng vermelho coreano e ginkgo biloba têm estudos clínicos que demonstram aumento do desejo sexual feminino. Eles atuam equilibrando hormônios, melhorando a circulação pélvica e reduzindo o impacto do estresse sobre a libido — sem necessidade de receita médica.
O que causa a falta de libido na mulher?
As causas da falta de libido feminina são variadas: queda de estrogênio e testosterona (especialmente na menopausa e perimenopausa), estresse crônico, depressão, uso de anticoncepcionais hormonais, antidepressivos, problemas de relacionamento, fadiga e ressecamento vaginal. Identificar a causa ajuda a escolher o tratamento mais eficaz.
A maca peruana realmente aumenta a libido feminina?
Sim. Revisões sistemáticas publicadas em revistas indexadas mostram que a maca peruana aumenta o desejo sexual em mulheres na pós-menopausa e naquelas com disfunção sexual induzida por antidepressivos, sem alterar os níveis hormonais. O efeito costuma aparecer entre 4 e 8 semanas de uso contínuo na dose de 1,5g a 3g/dia.
Tribulus terrestris funciona para libido feminina?
Funciona. Ensaios clínicos com mulheres diagnosticadas com transtorno do desejo sexual hipoativo mostram melhora significativa na satisfação, lubrificação e frequência do desejo após 90 dias de tribulus terrestris padronizado. O mecanismo envolve o aumento de androgênios endógenos e a ação nos receptores de testosterona.
Falta de libido tem cura?
Sim, na maioria dos casos. Quando a causa é hormonal (como na menopausa), o tratamento com fitoterápicos, reposição hormonal ou mudanças de estilo de vida pode restaurar a libido. Quando a causa é emocional ou relacional, terapia combinada com abordagem física costuma resolver. Poucos casos são permanentes — e mesmo nesses, há formas de melhorar o bem-estar íntimo.
Como aumentar a libido feminina depois dos 40?
Após os 40 anos, a queda gradual de estrogênio e testosterona exige uma abordagem integrada: suplementação com fitoterápicos (maca peruana, tribulus, ginseng), exercícios de força e aeróbicos regulares, alimentação rica em zinco e vitamina D, redução do estresse e — quando necessário — acompanhamento ginecológico para avaliar a terapia de reposição hormonal.
Chá afrodisíaco funciona para mulher?
Chás como gengibre, canela, damiana e hibisco têm propriedades vasodilatadoras e energizantes que podem ajudar na disposição e no humor. No entanto, a concentração dos princípios ativos em chás é muito menor do que em cápsulas padronizadas. Os chás funcionam bem como complemento e ritual diário, mas não substituem a dose terapêutica de um fitoterápico em cápsula.
Suplemento para libido feminina precisa de receita?
Não. Suplementos alimentares à base de fitoterápicos como maca peruana, tribulus terrestris e ginseng — incluindo LIBID FLORA (ANVISA 25351.094861/2025-58) — são classificados como complementos alimentares e não exigem receita médica. Podem ser adquiridos diretamente no site do fabricante sem prescrição.
Qual a diferença entre suplemento e remédio para libido?
Remédios para libido são medicamentos prescritos (como a flibanserina, disponível nos EUA) ou hormônios que exigem receita e têm efeitos colaterais mais intensos. Suplementos naturais à base de fitoterápicos são opções de menor risco, sem necessidade de receita, indicados como primeira abordagem para a maioria das mulheres com libido baixa — especialmente aquelas que preferem evitar hormônios sintéticos.
Quanto tempo demora para recuperar a libido com remédios naturais?
Com fitoterápicos, os primeiros sinais de melhora (mais energia, humor melhor) costumam aparecer entre 2 e 4 semanas. O aumento perceptível do desejo sexual ocorre, na maioria das mulheres, entre 60 e 90 dias de uso contínuo. Resultados variam conforme a causa da queda de libido e o estado hormonal de cada mulher — casos de longa data podem levar 4 a 6 meses.

Referências Científicas

  1. Gonzales GF et al. "Effect of Lepidium meyenii (Maca) on sexual dysfunction in postmenopausal women." BMC Complementary Medicine and Therapies, 2009.
  2. Rao A et al. "Testofen, a specialised Trigonella foenum-graecum seed extract reduces age-related symptoms of androgen decrease." Phytotherapy Research, 2016.
  3. Oh KJ et al. "Effects of Korean red ginseng on sexual arousal in menopausal women." Journal of Sexual Medicine, 2010;7(4):1469–77.
  4. Cohen AJ, Bartlik B. "Ginkgo biloba for antidepressant-induced sexual dysfunction." Journal of Sex and Marital Therapy, 1998;24(2):139–143.
  5. Santos HO, Teixeira FJ. "Use of medicinal plants and pharmaceutical compounds to stimulate testosterone." Nutrients, 2020;12(5):1400.
  6. Vignozzi L et al. "Vitamin D receptor activation and sex steroids in women." Maturitas, 2015;82(2):168–172.
  7. Stanton AM et al. "Physical exercise and sexual function in women." Journal of Sexual Medicine, 2018;15(7):966–977.
Autora: Dra. Marina Castro, Ginecologista — CRM-SP 172.489 | Revisão médica: Dra. Juliana Campos, Nutróloga — CRM-RJ 52.876 | Publicado: 14/05/2026 | Categoria: Saúde da Mulher · Libido · Suplementação

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